quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

O impostor

            Eu gosto de escreve, principalmente quando tem um pernilongo me rodeando e pedindo para entrar na história. Ele veio, me olhou, sumiu. Voltou a aparecer e virou o protagonista da história, até quando eu dei um tapa na outra mão, tentando mata-lo, mas foi em vão. A mão estava sem sangue e eu imaginei o pernilongo pousado no porta retrato da escrivaninha, me olhando e esfregando as perninhas, me olhando e esfregando as perninhas.
            Mas, convenhamos: pelo menos ele teve um grande valor literário.

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