O impostor
Eu
gosto de escreve, principalmente quando tem um pernilongo me rodeando e pedindo
para entrar na história. Ele veio, me olhou, sumiu. Voltou a aparecer e virou o
protagonista da história, até quando eu dei um tapa na outra mão, tentando
mata-lo, mas foi em vão. A mão estava sem sangue e eu imaginei o pernilongo
pousado no porta retrato da escrivaninha, me olhando e esfregando as perninhas,
me olhando e esfregando as perninhas.
Mas, convenhamos: pelo menos ele teve um grande valor literário.
Mas, convenhamos: pelo menos ele teve um grande valor literário.
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