Quero
ficar quieto
No
saguão do Hotel eu sentei-me em uma poltrona de couro e fui me afundando,
afundando... Aquilo parecia não parar nunca. Quando finalmente eu estava lá
embaixo, um hóspede, sentado ao meu lado, puxou assunto. Ele queria saber se eu
estava a negócio ou a passeio. Disse-lhe que estava a passeio. Teria vindo para
matar a minha companheira, o que acabara fazer.
Ele me olhava assustado e eu continuei dizendo que, como estava mal-intencionado, tomei toda as providências para que aquilo fosse interpretado como suicídio. Disse também que não demorava muito para eu voltar ao quarto e sair apavorado, aos berros, dizendo que a minha companheira acabara de se suicidar. As pessoas tinham que me ver ali enquanto ela se suicidava.
O homem ficou desconcertado e logo saiu. Pouco depois o vi confidenciando algo ao atendente. Mal sabe ele que eu não tenho companheira e que estou desesperado à procura de uma.
Ele me olhava assustado e eu continuei dizendo que, como estava mal-intencionado, tomei toda as providências para que aquilo fosse interpretado como suicídio. Disse também que não demorava muito para eu voltar ao quarto e sair apavorado, aos berros, dizendo que a minha companheira acabara de se suicidar. As pessoas tinham que me ver ali enquanto ela se suicidava.
O homem ficou desconcertado e logo saiu. Pouco depois o vi confidenciando algo ao atendente. Mal sabe ele que eu não tenho companheira e que estou desesperado à procura de uma.
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