Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

BANANAS


terça-feira, 27 de abril de 2010


Um homem sentado em um banco da praça, à direita do que eu me encontro, olha para o céu. Já há algum tempo ele permanece assim e eu procuro algum motivo que o leve a olhar para lá. Não há nuvens nesse momento, nem pássaros, nem aviões. Só existe o azul que nós dois olhamos. Será que nós vemos o mesmo azul? Quem me garante que o azul, o meu azul, o azul que eu conheço não é o vermelho para esse homem? Só nós dois é que sabemos. Ninguém jamais viu o meu azul, nem o azul dele. O meu azul não pode ser o meu vermelho para ele? Pode ser, e como ele só tem a referência de azul como o meu vermelho, se maravilha ao olhar par o céu que eu estou dizendo azul, azulzinho, enxergando vermelho, vermelhinho. Nós nunca vamos saber se estamos enxergando as coisas da mesma maneira, se as formas e as cores são as mesmas, mas o certo que vamos sentindo, vivendo, enxergando como se tudo fosse absolutamente igual para todos. Eu estou satisfeito com as core que vejo, e ele? Talvez o seu azul seja marrom escuro e ele esteja achando tudo maravilhoso. ARG!

sábado, 24 de abril de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010


Hoje eu estrufo e o pegudo que escopeu no carito contanta conta que até acorto ompelou com o imbuco. Se não furno com o pélago, te apegava de tirança e logo caremaga com a pecita no cardobo do pibo.

sábado, 10 de abril de 2010




terça-feira, 6 de abril de 2010



Consolidação

Hoje o arbusto curvou-se diante da necessidade de se costurar medidas de suficiência.
Hoje, ademais, se consolidou também a caracterização do desejo.
Diante de todos os fatos oníricos captados pela manhã, premeditou-se o sofrimento, todavia, andaremos fingindo estabilidade.
Hoje, para justificar a bondade que se acumulou nos processos de rejuvenescimento aleatório, pede-se que se ouça aquele grito de indignação obtusa.
Hoje, para melhor dizer, é de se imaginar que nada faltará, além do nada já existente.
O absurdo do desejo incontrolado, incontido, contestado, não retribuído, me leva a concluir que o dia de hoje só existirá para os outros.

sexta-feira, 2 de abril de 2010