Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

sábado, 30 de janeiro de 2010


Um velho marinheiro, todo tatuado no braço esquerdo, navegava na calçada da Rua Prudente, quando foi abordado por um grumete, companheiro de várias jornadas. O grumete apresentou-lhe à família. Sua mulher, de nome Shirley, era baixa, pernas grossas, lisas e claras, peitos redondos e o braço também muito liso. O marinheiro olhou-a com requintes de lascívia e depois foi apresentado ao filho mais velho, que era a cara do grumete. O segundo filho, não tinha luz própria, e o terceiro, distraído, não levantou a cabeça para cumprimentá-lo.
Quando a família se foi o marinheiro continuou a caminhar, e na Rua 31, entrou numa portinha e subiu as escadas que davam para a casa das putas louras. Lá em cima ele pegou a primeira loura que encontrou, uma mulata forte, e levou para o quarto. Ela tirou a roupa e ele ficou olhando-a por alguns minutos. Depois, se despiu e subiu em cima dela. A loura fingia gostar, fingia sentir prazer, e o marinheiro tanto fez, tanto beijou, tanto chupou, tanto trepou que ela acabou gostando e acabou dando um grande berro na hora de gozar. Quando terminaram, o marinheiro disse que, para conseguir uma performance como aquela, pensara na mãe; não que quisesse comer a mãe, e sim nas maldades que a mãe lhe fizera quando criança. Disse também que pensou numa baixinha, de nome Shirley, que tinha a pele muito lisa e um ar de respeitabilidade.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Um homem
E seu instrumento,
Tocando...
Tocando cabra,
Galinha,
Botando ovo
Mal passado,
Atrasado,
O último
Da classe média
De café com leite
Desnatado,
Suado, molhado
De chuva
Fina flor da
Sociedade anoni
Mas olhando
Para o grande
Espetáculo
Que o
Respeitável público
Passa todo sujo,
Deixando um rastro
de Lama
atrás de si


Mifu nesta história
De contar
Pra todo mundo
Que ó...ó...ó...
Acabou!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010


Eu tenho vários amigos. É gente de todo tipo, alguns esquisitos, mas são amigos: Um não gosta de pobre. De tanto eu dizer que pobre é gente, ele continua não gostando, mas agora sente pena. Outro não gosta de preto. Não gosta mesmo! Nem de japonês, nem de argentino. Acha que tem que matar todos eles. Outro é negro e não gosta de não ser gostado, e por isso, não gosta também de branco. Outro gosta de futebol e acha que o resto é bobagem. Outro; esse é um cara legal, é economista, só gosta de dinheiro e não gosta de futebol, negro, pobre, cachorro, arte, cultura. Não sei como que ele gosta da sua mulher. Outro é esnobe, mas não tem capacidade de esnobar. Tem um que se veste bem e vive se olhando no espelho. Outro tem vergonha do lugar onde mora. A outra usa saia curta e tem ódio quando alguém olha para o seu joelhão. A velha se pinta toda para parecer que tem a idade que tem. Um, de boa caligrafia, sai rabiscando o seu nome por muros e portões. Outro, muito forte e boa praça, quando dá um tapinha nas costa de alguém, costuma quebrar-lhe a clavícula. Tem ainda um que é mesquinho, avarento, usura, esconde as coisas dos outros. De manhã custa a cagar, porque a bosta significa um saco de ouro. À noite custa a dormir porque o sono é perda de tempo, e tempo é dinheiro. Outro, o normal, entra e sai sem que ninguém note e tem o gracista, que só consegue arrancar gargalhadas dele próprio.
ARG, IRG, URG.
E tem eu!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


Eu estou impressionado! Sempre achei que era brincadeira, mas com um pouco de papo e tato, descobri que é sério mesmo. Buaaaaaaaaaa... Vou vomitar! Uma receita: Duas colheres de vômito (o resto do vômito, aquele que sai queimando), uma meleca das grandes, uma xícara de bosta mole e meio litro de xixi da primeira hora, que cheira mais forte. Bater tudo no liquidificador e servir em taças de Cristal da Boêmia. ELES MERECEM!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


A vida tem ido bem, apesar dos atropelos. Ontem eu fui atropelado por uma jamanta. Não foi nada grave. Fiquei sem três dedos do pé esquerdo, sem o pé direito (para ser mais preciso, da canela para baixo), sem o rim direito, perfurado pelo pára-choque da jamanta e uma parte da orelha, também direita. Como no atropelamento de anteontem eu já havia perdido a orelha esquerda, não liguei muito porque deu um certo equilíbrio no meu rosto sem nariz.
Parece mentira, mas a sorte, apesar de tudo isto, tem sorrido para mim. Outro dia eu estava andando na rua e olhei, sem querer, para uma janela, e lá estava ela, sorrindo, Ria que se mijava toda, e eu, meio encabulado, comecei a rir também: Há,há,há,há,há,há,há,há...Quaaa quaaa, quaaa, há,há,há,há,há,há.
Fiquei lá, parado, rindo e quando eu percebi que ela não estava rindo para mim, e sim rindo de mim, veio uma Kombi e PUFT! Fiquei sem quatro dentes da arcada superior direita e um bago, o esquerdo. O chato é que quando eu me acostumo a andar mancando, nasce novamente o pé. Quando eu me sinto feliz por não ter mais que cheirar a podridão espalhada no ar, nasce novamente o nariz.
A vida e cheia de perdas e ganhos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010