A Vagina
Uma vagina, ali entre as pernas de uma mulher, num dia
qualquer de semana, “andando” sob um sol forte no centro da cidade, não tem a
menor importância, o menor valor, a não ser o de facilitar, a qualquer momento,
os incômodos das necessidades fisiológicas. Além disso, uma vagina, numa
situação como esta, pode até estar suja, às vezes de urina ou mesmo de fezes,
quando o papel higiênico não foi usado de forma adequada.
Uma vagina, “andando” pelo centro da cidade, pode estar sendo ferida por uma minúscula calcinha lilás, que aperta-lhe um dos pequenos lábios, mas dependendo da situação em que se encontra, a mesma vagina, num lugar adequado, com a música adequada, com a luz adequada, com os corações pulsando adequadamente, tem uma personalidade tão forte, é tão importante, é tão vigorosa, que dá até vontade da gente se acabar nela.
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