Nostalgia
Na minha juventude eu morava em Ipanema e ia diariamente visitar o mar. Contemplava as águas nervosas ou calmas, a me hipnotizar no seu processo de vai-e-vem. As garotas com suas delicadezas despertavam em mim a esperança tentadora de uma aventura carnal. Nessa época sentava-me na areia, conversava com pessoas ou ouvia conversas alheias.
Hoje
eu voltei ao mar. Hoje ele está lá, do mesmo jeito, com barcos sumindo no
horizonte, e a cariocas, a maioria jovens, agindo da mesma forma.
Eu fiquei lá, ouvindo conversas alheia de jovens que logo estarão no mesmo lugar novamente, contemplando com nostalgia uma pequena mostra do seu passado.