Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A mercadoria

Eu transava com uma puta. Acertamos que ela me visitaria todas as quintas-feiras. Ela era mais velha e usava um perfume insuportável. Às vezes o talco que ela passava no pescoço e debaixo do braço misturava-se ao suor, e após endurecer, formava registros indecifráveis no seu corpo. Nós brigávamos por motivos fúteis, mas eu sempre relevava, pois, um homem solitário, sem as duas pernas e a mão esquerda, não tem o direito de exigir nada, nem de uma mercadoria que é comprada para servi-lo.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto :)

    Achei inspirador e verdadeiro.

    Obrigada por sempre passar no meu blog também!

    http://raquelconsorte.blogspot.com.br/

    Beijos

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  2. Adorei muito do seu texto,Realmente é muito inspirador beijinhos.

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