Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O jazz é poesia. Muita gente não entende poesia, detesta jazz. Indiferente a tudo isto o jazz vai seguindo o seu caminho. O saxofone tocando lento, o baixo entrando sem ser chamado, a bateria, de mãos dadas com o piano que sussurra um ritmo, e como se não bastasse, a voz de um cantor desafiando o imprevisto. Quando você acha que o tom vai subir, desce. Quando acha que vai descer, diminui. Quando você acha que acabou, começa... E lá vai o sax: FÔÔÔ... e a bateria: TU, TU, TUTAK, e: PLIM, PLIM, PRUOOOOOOOMMMMMM, o piano. O baixo também tem sua personalidade: TGUM, TGUM, TGUM...

3 comentários:

  1. Boa noite, Nerino de Campos.

    Descobri seu blog através do site "http://textospremiados.blogspot.com.br"

    O inicio do seu texto revela o segredo: "O jazz é poesia. Muita gente não entende poesia [...]". Ou seja, é preciso 'entender'. E não me refiro ao 'entender' técnico, me refiro ao 'entender' reflexivo. Se eu leio e não tento 'entender' o que eu li, não entendo.

    As onomatopeias que você usa pra descrever a sonoridade do jazz também dão um sentido especial ao texto. A gente fica tentando associar o som.

    Parabéns pelo blog.

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  2. Risos;eu fiquei procurando o som, onomatopaico, só para ver se você escreveu o que todo mundo ouviria de um piano: pruoooommmm, acertou, mano, e parabéns também pelo desenho, eu me divirto com seu traço irônico. valeu.

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  3. sempre adorei o jazz mas levo lá internamente a sensação que solos longos são pura masturbação mental rs...olha que já fui baixista...
    feliz em estar por aqui colega!
    saudações pelo belo espaço!

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