Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

segunda-feira, 17 de outubro de 2011


(Re.)
O texto era sobre um cachorro preto, pequeno, manco, sem um pedaço do rabo, tentando atravessar a Praça General Isidoro carregando um enorme pedaço de osso, que talvez pesasse mais do que o seu próprio peso. Logo mudei de assunto e passei a escrever sobre uma velha bêbada. Ela tomava cachaça e me deu vontade acompanhá-la. Não tinha cachaça em casa. Fui até a geladeira, peguei uma cerveja e ficamos lá, eu e a velha, bebendo. Quanto mais eu bebia, mais a velha ficava bêbada. Logo os textos começaram a se interagir e a velha resolveu ajudar o cachorro com o osso. O cachorro rosnou e deu-lhe uma dentada no dedo indicador da mão direita. Ela limpou a mão na saia e voltou a beber comigo, sem imaginar que aquele frágil cachorrinho era portador de hidrofobia.
No fim ela morre!

6 comentários:

  1. Que cachorrada!!!!Pensei que o cachorro ficasse bêbado no final daas contas e a mulher tivêsse hidrofobia, por isso só bebêsse cachaça. E você afinal, ficou bebado ou bebêdo? Por que segundo Guimarães Rosa "o verbo é beber, não é bebar."

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  2. Ainda bem que ninguem dirigiu nesse Conto!

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  3. O cão certamente morre inchado da toxina da velha!
    Muito bom!

    Muita Paz!

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  4. Nerinamigo

    Isso é o que se chama... «cachorro quente», mas mesmo muito. Um tsunami: uma só mordidinha e já está. Mas, uma pergunta: a Sociedade Protectora das Moças/Velhas não se pronunciou? O animal tem direitos, mas elas também, porra!

    Abç

    Na minha Travessa, depois de extraterrestres, agora há... mamas. Quem diria?

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  5. Curioso texto, me gustó el blog, pasaré por aquí a menudo, abrazos!.

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  6. Que tragico!!!!
    Gostei do teu blog.
    Parabéns!!!!
    Beijos!

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