Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

quarta-feira, 8 de junho de 2011


O Banquete (Re.)
Acordei com o sol queimando o meu rosto. Abri vagarosamente os olhos e após ser agredido por uma intensa claridade, me deparei com o azul deslumbrante de um céu sem nuvens. A cidade borbulhava. Queria estar longe de casa, porém, quando criei coragem para olhar ao redor, descobri estar na Praça Antero de Quental, bem em frente ao prédio onde morava. Aos poucos fui me lembrando da festa, da minha briga com a Marta após a saída dos convidados, da sua maneira agressiva me mandando tomar cachaça com os mendigos da praça, da minha determinação, comprando várias garrafas e oferecendo um banquete aos meus novos amigos.
Levantei-me com dificuldade, apoiando-me em uma árvore. Algumas babás me olhavam ao longe, chamando as crianças para junto delas. Quando eu vi que estava todo mijado e cagado, coloquei a camisa sobre o rosto e caminhei cambaleando para casa.

4 comentários:

  1. rsrsrsrs depois de um porre...tem mais é que ir pra casa..rs Neste caso eu nem ia...

    Bela escrita..parabéns!!

    Ma Ferreira

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  2. Que bad trip! O pior não é aparência mas tentar lembrar dos fatos. O melhor é não pensar e dar o assunto por encerrado.

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  3. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog "luz pra viver". Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


    http://narroterapia.blogspot.com/

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  4. terapia de fim de mundo.narrativa temporal,costurada com encaixes bem ao gosto de meter a cara na rua

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