Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

quinta-feira, 28 de abril de 2011


A Fragilidade do Desejo (Re.)

Ele era estagiário, ela, chefe de setor. Ela procurava, ele ardia. Ele desejou aquele corpo de sereia madura, ela aventura. No motel ele desfez-se das vestes e expôs sua nudez sem constrangimento. Ela se despiu em parte. Ele, da piscina, passou a observá-la: canelas finas, ancas largas, diferentes das de sua preferência nas revistas eróticas. Sob o sutiã transparente, os seios, de aréolas e bicos escuros, tentavam escapar. Aquele modelo, de qualidade dúbia, não era o de sua preferência. Ele mergulhou, eternizando os segundo. Ela tentou, em vão, solidificar o vento. Ele se desculpou. Ela pagou a conta. Ele voltou para as suas revistas.

2 comentários:

  1. É... pra rolar a química deve ser total.

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  2. A fragilidade está em toda parte. No desejo, pode até ter outras denominações, eis que ele não obedece regras. Na sua postagem, sequer foi um desejo ardente, pois este não se prende a
    certos detalhes. Daí a preferência do personagem pelas revistas (rss).
    Vim conhecer e gostei.

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