Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

domingo, 19 de setembro de 2010


Indiferença
O bar, o seu dono e todos os seus freqüentadores eram da favela. O dono do bar gostava de Mozart e tinha uma reprodução de Toulouse Loutrec na parede. Por dentro do balcão, feito com restos de madeira de obras da cidade havia alguns livros que o dono do bar gostava de folhear. Ao anoitecer ele servia cachaça, ao som de Mozart para fregueses indiferentes, que sequer olhavam para a reprodução de Toulouse Loutrec.
O dono do bar também não se interessava muito pelas coisas dos seus fregueses, porém se sentia ofendido quando carregava na maquiagem para agradar e era tratado com a mesma indiferença que os frequentadores dispensavam à obra de Loutrec.

4 comentários:

  1. Ola,Nerino,

    Parece que o msm anjo q passou aqui, tb passou no Faces. Olha a coinscidência!
    Falo de bar, de Toulouse e desses freguêses insensíveis.
    Boa sintonia.
    O post, como sempre, bárbaro!

    Bjs e bom domingo

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  2. Olha, indiferença nem sempre é o que parece. Pode muito bem significar que a gente não sabe bem o que dizer.

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  3. A indiferença é o que mata o carinho.

    bjs
    Insana

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