Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

sábado, 21 de agosto de 2010


Solidão da Solidão
Eu não agüentava mais o meu chulé; não por não lavar os pés, e sim por não ter ninguém para lavar as minhas meias, as minhas cuecas, as calças e camisas. Eu não agüentava mais tomar sopa, comer sanduíche, andar amarrotado. Não agüentava a poeira ultrapassando os limites dos cantos dos móveis, as panelas engorduradas, acumulando moscas, a cama eternamente por fazer, e as toalhas.... Eu não agüentava viver a solidão da solidão, e num momento inesperado, Dona Ruth voltou para pegar alguns pertences que deixara para trás, e depois de inspecionar a casa, e de se sensibilizar com a minha postura carente, resolveu retornar ao trabalho, exigindo, obviamente, um melhor salário.

3 comentários:

  1. Nerino, isso é mt bommmmmmm!

    Postura carente? rsrsrs
    Salve, salve D. Ruth!

    Bjinho

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  2. A solidao é um veneno a alma.

    bjs
    Insana

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