Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

quarta-feira, 28 de julho de 2010


É... O mundo vai girando e a gente passando junto. É uma imensidão desconcertante, assustadora, e se a gente estiver sem dinheiro para pagar as contas, esse mundo, essa imensidão perde por completo a importância. Portando, o ser humano, aqui nesse mundinho insignificante, sem dinheiro para pagar as contas, não se assusta com a imensidão do universo. A máquina está enferrujada, não funciona, e os bichos da ferrugem atacam, atacam e você lá, deitado com as mãos apoiando a cabeça, olhando para a imensidão do universo sem perceber que existe a imensidão do universo.

3 comentários:

  1. Fazer o quê? O único universo que existe nessas horas é o dos credores e ai daquele que não entender a atração gravitacional das dívidas, será arremeçado na direção do buraco negro engolidor de inadimplentes.

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  2. Tão poético quanto "desconcertante".
    Muito bonito, Nerino.

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  3. A nossa imensidão é aquela que está mais próxima de nós e que, conseqüentemente, muda mais rapidamente a nossa vida.


    Mais uma vez, ótimo texto Nerino.

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