Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

terça-feira, 27 de abril de 2010


Um homem sentado em um banco da praça, à direita do que eu me encontro, olha para o céu. Já há algum tempo ele permanece assim e eu procuro algum motivo que o leve a olhar para lá. Não há nuvens nesse momento, nem pássaros, nem aviões. Só existe o azul que nós dois olhamos. Será que nós vemos o mesmo azul? Quem me garante que o azul, o meu azul, o azul que eu conheço não é o vermelho para esse homem? Só nós dois é que sabemos. Ninguém jamais viu o meu azul, nem o azul dele. O meu azul não pode ser o meu vermelho para ele? Pode ser, e como ele só tem a referência de azul como o meu vermelho, se maravilha ao olhar par o céu que eu estou dizendo azul, azulzinho, enxergando vermelho, vermelhinho. Nós nunca vamos saber se estamos enxergando as coisas da mesma maneira, se as formas e as cores são as mesmas, mas o certo que vamos sentindo, vivendo, enxergando como se tudo fosse absolutamente igual para todos. Eu estou satisfeito com as core que vejo, e ele? Talvez o seu azul seja marrom escuro e ele esteja achando tudo maravilhoso. ARG!

2 comentários:

  1. Nerino, penso que não importa qual o azul de um e o azul do outro. O que conta é que os dois estejam olhando para uma mesma direção. Já é um bom inicio de conversa. Que tal perguntar ao vizinho do lado qual é a cor do azul que ele tanto olha?

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  2. ¿Realmente se ve lo Mismo Que Yo?, ¿Se siente es El Mismo como el azul cobalto, azul ultramar, marino? ... Pienso que realmente relevante para ellos de Miren es El Cielo, en Las miradas Algún tiempo si tocarán EN UNA coordinada similares.
    Un abrazo

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