Ilustração: Nerino de Campos
Texto: Nerino de Campos
Subsecretário: Nerino de Campos

sábado, 30 de janeiro de 2010


Um velho marinheiro, todo tatuado no braço esquerdo, navegava na calçada da Rua Prudente, quando foi abordado por um grumete, companheiro de várias jornadas. O grumete apresentou-lhe à família. Sua mulher, de nome Shirley, era baixa, pernas grossas, lisas e claras, peitos redondos e o braço também muito liso. O marinheiro olhou-a com requintes de lascívia e depois foi apresentado ao filho mais velho, que era a cara do grumete. O segundo filho, não tinha luz própria, e o terceiro, distraído, não levantou a cabeça para cumprimentá-lo.
Quando a família se foi o marinheiro continuou a caminhar, e na Rua 31, entrou numa portinha e subiu as escadas que davam para a casa das putas louras. Lá em cima ele pegou a primeira loura que encontrou, uma mulata forte, e levou para o quarto. Ela tirou a roupa e ele ficou olhando-a por alguns minutos. Depois, se despiu e subiu em cima dela. A loura fingia gostar, fingia sentir prazer, e o marinheiro tanto fez, tanto beijou, tanto chupou, tanto trepou que ela acabou gostando e acabou dando um grande berro na hora de gozar. Quando terminaram, o marinheiro disse que, para conseguir uma performance como aquela, pensara na mãe; não que quisesse comer a mãe, e sim nas maldades que a mãe lhe fizera quando criança. Disse também que pensou numa baixinha, de nome Shirley, que tinha a pele muito lisa e um ar de respeitabilidade.

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